26.7.2010
A história de um cavalo que fazia contas
Jornal de Notícias
25.7.2010
Livraria de bd de autor no “Bairro dos Livros"
Público

 

 


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2007
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  23.01.2007
VitaminaBD continua a série "Os Guardiães de Maser"
 
  Mais uma vez, chegou-nos tarde a informação do lançamento oficial (foi no Sábado passado na BdMania) de "Os Guardiães de Maser 7 - A Jovem Rainha" (imagem) que vem reactivar a famosa série de Massimiliano Frezzato, desta vez acompanhado Ruotolo (um "protegido" de Frezzato que mimetiza o seu traço). Relembramos que foi com esta série que lançou a VitaminaBD para o mercado da bd com um forte sucesso comercial - a editora declara que os volumes anteriores venderam 16 mil exemplares.
Na Bedeteca podem ser consultados e emprestados os primeiros seis pelos seus utentes.
  15.01.2007
Jack Jackson (1941-2006)
 
  Morreu no ano passado (a 8 de Junho) Jack Jackson, aliás, Jaxon, considerado por muitos como o pioneiro da bd "underground". Nascido em 1941 nos EUA, a sua primeira "bd underground" foi "God Nose", editada em 1964. Com Gilbert Shelton (dos famosos "Freak Brothers") fundaram uma das mais importantes editoras deste movimento, a Rip Off Press, e colaborou em vários títulos de "comix" da cena de San Francisco como "Skull" ou "Slow Death". A partir da década de 70, o autor explorou nas suas bd's, temas históricos, sobretudo relativos ao massacre do povo índio norte-americano (imagem).
Já estão disponíveis na Bedeteca de Lisboa mais dois títulos (editados pela Fantagraphics Books) que mostram essas diferentes facetas do autor.
  11.01.2007
Sometimes I wonder if I’m in wonderland
 
  O tom introspectivo do título que Bela Silva decidiu dar à exposição que está patente na Bedeteca de Lisboa até AMANHÃ, não causará surpresa aos que têm acompanhado o seu trabalho.

A criatividade de Bela Silva é sempre um convite para a exploração de um universo íntimo e sonial, onde o absurdo encarna sempre o familiar. A inquietação instala-se sorrateira, ancorada na certeza tangencial de que o sentido é alcançável: são imagens reconhecíveis que remetem para a infância, só as composições são fugazes.

Um painel de cerâmica de grandes dimensões (Viúva Lamego) e cerca de duas dezenas de pinturas em papel, estarão à espera dos visitantes no Palácio do Contador-mor.

A opção pela língua inglesa traduz a internacionalização que alcançou, mas é também reflexo da sua forte relação com a Nova York, onde passa algum tempo.

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Natural de Lisboa, Bela Silva é licenciada em Escultura, pela Escola Superior de Belas Artes de Lisboa e tem Mestrado em Artes, pela Art Institute of Chicago, USA. Trabalha em ilustração, pintura e cerâmica. Expôs em Portugal, Itália, França, Estados Unidos da América, China, Brasil e Japão. Bela Silva tem sido uma presença regular em todas as Mostras de Ilustração Portuguesa que a Bedeteca de Lisboa produziu desde 1998.

A sua obra está representada em diversas colecções particulares nomeadamente, do Instituto statale O' Arte per La Cerâmica, Teramo (Itália); Jonh Michael Kohler Foundation, Kohler, e Marshall Fields, Chicago, (EUA); Clube Português de Artes e Ideias, Museu Nacional do Azulejo, Banco Montepio, Lisboa. Realizou também projectos de arte pública em algumas cidades como, Chicago (EUA, 1994) e Saikai (Japão, 2003).

Em Portugal, concretamente em Lisboa, a sua criatividade pode ser apreciada na colecção permanente do Museu Nacional do Azulejo, num outro Painel na Rua da Bica do Sapato, (1999) e na Estação de Metropolitano de Alvalade (2006).

Uma referência ainda à sua presença nos universo editorial, as ilustrações de Bela Silva marcam presença em jornais e revistas Norte Americanas como, o New York Times, New City Chicago, Elle, Magazine, e em livros infantis.

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A exposição poderá ser visitada entre as 10h e as 19h, de Segunda a Sexta-feira. Os serviços educativos da Bedeteca asseguram alguns ateliers para os mais jovens e visitas guiadas à exposição.
  17.01.2007
Fato de Macaco
 
  Será este Sábado na loja Mongorhead, a partir das 16h, vai decorrer mais uma sessão de autógrafos dos autores de "Fato de Macaco: O Símbolo", ou seja, Rui Gamito (a + d) e Rui Lacas (cor).
O álbum (disponível na Bedeteca de Lisboa bem como todas as edições da El Pep) é a continuação das aventuras de um personagem criado por Gamito na colecção Lx Comics #8 (em 2000). O ambiente que Gamito usa no mundo do Fato de Macaco, é de conspiração total. A política vulgar, transportada para uma escala maior em que governos são derrubados por loucos desgovernados, como se pode ler no posfácio «[Gamito] tem querido mostrar com todos os exageros à americana - Jack Kirby & Marvel & Dr. Doom, Exterminador III ama Zombie Masterclass Romero...»
  15.01.2007
Mesinha de Cabeceira 200 e outros números
 
  Os zines são mentirosos... e quando a Associação Chili Com Carne ofereceu um exemplar do número 200 do Mesinha de Cabeceira à Bedeteca de Lisboa (já disponível para os seus utentes) não acreditámos - até porque também nos foi oferecido algumas raridades: os primeiros 4 números quando era um fanzine fotocopiado e pseudo-punk e o "Sourball Prodigy" do polémico Mike Diana (#15, editado pela MMMNNNRRRG).
Sabemos que o esforço de edição anda pelo número 20 e a mutação do título tem apenas o acréscimo "Popular" uma vez que na teoria o tema que exploram é a "Cultura Pop" - «o objectivo é fazer uma reflexão sobre a cultura popular: ícones, mediatização, globalização». Participam nas suas 72 páginas autores europeus e norte-americanos como Eric Braün (Canadá), Claudio Parentela (Itália - autor da capa), o galego Jano, Jacob Klemencic (Eslovénia), Brian Chippendale (EUA), o flamengo Stijn Gisquiere, Filipe Abranches, Katharina Hausladen & Dice Industries (Alemanha), Tommi Musturi (Finlândia), João Chambel, João Maio Pinto, Marte & JCoelho, S.G. & José Feitor, a norueguesa residente em Portugal Monia Nilsen (com um exercício realizado na Ar.Co), Nuno Duarte & Pepedelrey, André Lemos, Pedro Zamith e Joana Figueiredo. Há algumas bd's em inglês, outras em português e há muitas sem palavras.
  22.01.2007
Coisa estúpida do Workshop de BD em Odemira
 
  Consumo excessivo de álcool e de pseudo-substâncias ilícitas, estranhas experiências com a terceira idade, pernas partidas, seios à mostra (imagem), incessantes provas de roupa… eis algumas "coisas estúpidas" que os jovens de Odemira fazem no seu dia-a-dia. "Coisa Estúpida Zine" #1 é o resultado do Workshop de bd realizado na Biblioteca Municipal José Saramago de Odemira (em colaboração com a Bedeteca de Lisboa) nos passados dias 12 e 13. O primeiro dia foi dirigido ao público escolar e o segundo dia ao publico adulto. Foi com o primeiro grupo, estudantes de artes do secundário, entre os 16 e 18 anos que foi desenvolvida uma tira (não necessariamente humorística) em que respondessem qual tinha sido "a coisa mais estúpida que fizeram na sua vida". O resultado das respostas de 17 jovens alentejanos pode ser consultado num exemplar disponível na Bedeteca ou pedindo à Biblioteca de Odemira: cmo_biblioteca@hotmail.com.
O workshop foi ministrado por Marcos Farrajota, que no segundo dia do Workshop aproveitou para fazer também este exercício auto-biográfico que pode ser visto aqui.
  31.01.2007
O 13º passageiro
 
  O Mundo das Gavetas é um projecto cultural, «um espaço de memória, que engloba uma editora». No seu catálogo tratam de uma colecção sobre as redes estrangeiras de espionagem em Portugal, durante a Segunda Guerra Mundial. É nessa colecção que encontramos "O 13º passageiro" de José António Barreiros e Carlos Barradasdisponível na Bedeteca de Lisboa.
Trata-se de uma «história real, se bem que inacreditável (...) no dia 1 de Junho de 1943 um avião civil da KLM, aos serviço da BOAC, que assegurava a ligação de Portugal ao Reino Unido, foi abatido por uma esquadrilha alemã, quando sobrevoava o Golfo da Biscaia. Desde então várias teses se têm defrontado para explicar o insólito acontecimento. A «linha de Lisboa», como era conhecida, gozava de imunidade, por via de um acordo não escrito que vigorava entre as forças do Eixo e os Aliados.
A bordo viajavam 13 passageiros, entre os quais o actor de teatro e do cinema Leslie Howard, que regressava de uma série de palestras de propaganda, efectuadas em Lisboa e Madrid. Livro misto, a narrativa é algo ficcionada na bd, contada com rigor nas folhas que a ladeiam. O leitor segue, a par e passo, a estadia, em Lisboa, na Linha do Estoril e na zona de Sintra, no final de Maio de 1943, daquele que contracenou com Clark Gable em «E Tudo O Vento Levou».
José António Barreiros, que nos últimos anos se tem dedicado a estudar as redes estrangeiras de espionagem em Portugal, durante a Segunda Guerra, tema sobre o qual publicou quatro livros, reconstituiu a história. Carlos Barradas, com larga experiência em bd e ilustração, desenhou as pranchas segundo guião daquele. Douglas Wheeler, professor e reputado historiador americano, especialista na matéria, recentemente condecorado pelo Estado Português pelo desempenho em prol da cultura portuguesa, enriqueceu o livro com uma reflexão sobre os contornos enigmáticos do insólito acontecimento.»
  22.01.2007
Lançamento de História de Cantar
 
  É lançado esta Quarta-Feira, às 18h30, no auditório António da Costa Leal, na Rua do Prior nº6 (à Lapa), "Histórias de Cantar", um livro de canções de Margarida Fonseca Santos que tem não só a partitura das canções, com acompanhamento de piano, mas também um CD com as mesmas canções orquestradas pelo Francisco Cardoso, e ilustrações da Carla Nazareth.
A edição ficou ao cargo da Juventude Musical Portuguesa com o apoio da companhia de seguros Lusitânia.
  23.01.2007
Caricaturas originais de Eça no Museu da Imprensa
 
  Cinco desenhos originais feitos por Eça de Queirós e um busto do romancista esculpido por Rafael Bordallo Pinheiro, em 1901, podem ser apreciados na exposição "Eça em Caricatura" patente ao público, no Museu Nacional da Imprensa, no Porto. Trata-se de uma exposição inédita em Portugal que mostra pela primeira vez, os mais diversos olhares satíricos sobre Eça de Queiroz e as personagens por si criadas. É constituída por cerca de 100 caricaturas, feitas por vários autores portugueses e brasileiros, e entre as quais, podem ser vistas quatro originais (imagem) de Vasco, cartunista do jornal "Público".
Rafael Bordallo Pinheiro, João Abel Manta, Leal da Câmara, Francisco Valença, Manuel Monterroso, Sebastião Sanhudo e Stuart Carvalhais, são alguns dos caricaturistas portugueses presentes na mostra. Do Brasil, podem ser apreciados os desenhos feitos por Alberto Lima, Alfredo Candido, Armando Pacheco e Mendez, entre outros.
A mostra pode ser vista até 31 de Março, todos os dias entre as 15h e as 20h.
  24.01.2007
Morreu o historiador Oliveira Marques
 
  «O historiador Oliveira Marques morreu ontem, aos 73 anos, no hospital de Santa Maria, em Lisboa, devido a problemas cardíacos.
O corpo de Oliveira Marques vai estar em câmara ardente, a partir das 13h00 de hoje, no Palácio Maçónico, no Bairro Alto, em Lisboa.
O historiador entrou para a Maçonaria em 1973, quando estava na clandestinidade, tendo sido grão-mestre adjunto de 1984 a 1986.
Considerado um dos grandes especialistas da História da Idade Média Portuguesa, Oliveira Marques foi director da Biblioteca Nacional e presidiu à comissão instaladora da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa.
A sua obra mais conhecida é a "História de Portugal", publicada em vários volumes e traduzida em diversas línguas.» - in publico.clix.pt.
Na bd Oliveira Marques ficou conhecido pelo argumento de "História de Lisboa", desenhada por Filipe Abranches (ilustração) em dois volumes co-editados pela Câmara Municipal de Lisboa e a Assírio & Alvim. O primeiro volume foi editado em França pela Amok (actual Fremok).
  29.01.2007
Prémios do Festival de Angoulême 2007
 
  Eis os resultados dos prémios da 34ª edição do Festival de BD de Angoulême, o festival de bd mais importante na Europa que decorreu este fim-de-semana. Este ano os prémios sofreram algumas mudanças estruturais, nomeadamente os prémios de "melhor argumento" e "melhor desenho" foram substituídos por uma selecção de seis livros "essenciais" do ano.
O "Melhor Livro" deste ano foi "Non Non Bâ" do japonês Shigeru Mizuki, editado pela Cornélius.
Os "Essenciais" foram "Black Hole", de Charles Burns (edição francesa pela Delcourt), "Lucille" de Ludovic Debeurme (pela Futuropolis), "Lupus" de Frederik Peeters (Atrabile), "Le photographe" de Emmanuel Guibert, Didier Lefèvre e Frédéric Lemercier (Dupuis), "Pourquoi j’ai tué Pierre" de Olivier Ka e Alfred (Delcourt) - este último também ganhou o prémio atribuído pelo público do festival. O Prémio René Goscinny foi também para o "essencial" "Lucille" de Debeurme.
O prémio "Revelação" foi para "Panier de singe" de Jérôme Mulot et Florent Ruppert, e o prémio "Património" foi para "Sergent Laterreur" de Touïs e Frydman, ambos editados pela L’Association.
O prémio Fanzine (ou "BD Alternativa") foi para "Canicola" de Itália, onde incorpora o autor Andrea Bruno (que teve trabalho exposto no Salão Lisboa 2001).
Por fim, o Grande Prémio foi atribuído ao mestre José Muñoz (também uma presença no Salão Lisboa 2001!), o que fará dele o Presidente da próxima edição.
Estão acessíveis na Bedeteca de Lisboa para consulta e empréstimo vários livros de Muñoz, Burns e da série "Le Photographe".

 
   
     
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